10 de janeiro de 2012

Machado de Assis


Joaquim Maria Machado de Assis

Nasceu a 21 de junho de 1839 no Morro do Livramento, Rio de Janeiro. Seu pai era brasileiro, mulato e pintor de paredes; sua mãe era portuguesa da ilha de Açores e lavadeira.
Frequentou por pouco tempo uma escola pública, onde aprendeu as primeiras letras: aos 16 anos já frequentava a tipografia de Paula Brito, onde se publicava a revista Marmota Fluminense, em cujo número de 21 de janeiro de 1855 sai o poema "Ela": era a estréia de Machado de Assis nas letras.
No ano seguinte, começa a trabalhar como aprendiz de tipógrafo, depois revisor, ao mesmo tempo que colabora com artigos de vários jornais da época.
Em 12 de novembro de 1869 casa-se com Carolina Xavier de Novais, portuguesa de boa cultura, irmã do poeta Faustino Xavier de Novais, amigo de Machado.
Em 1873 é nomeado primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Como servidor público, teve uma carreira meteórica que lhe deu tranquilidade financeira; já em 1892 era Diretor-Geral do Ministério da Aviação.
Em 1897 Machado é eleito presidente da recém-fundada Academia Brasileira de Letras (também chamada "Casa de Machado de Assis"), concretizando o velho sonho de reunir a elite dos escritores da época em um fechado clube literário.
Após a morte de sua esposa, o romancista raramente saía; sua saúde, extremamente abalada pela epilepsia, por problemas nervosos e por uma gaguez progressiva, contribuía para seu isolamento.
Morre em 1908, a 29 de setembro, em sua confortável casa do Cosme Velho.

Fonte: NICOLA, José de. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Editora Scipione, 1990. (Página 122-123)

Martins Pena


Luís Carlos Martins Pena

Nasceu no Rio de Janeiro (1815), faleceu em Lisboa (1848). Foi o nosso primeiro autor popular; suas comédias são até hoje representadas com sucesso, dada a sua atualidade.
Caso raro, sem nenhuma influência, inaugura um gênero, a comédia de costumes, criando tipos e situações com uma sutil sátira social e um realismo ingênuo, sendo comum a comparação com Manuel Antônio de Almeida e as Memórias de um sargento de milícias.
O crítico Silvio Romero nos dá um testemunho que sintetiza toda a importância da obra de Martins Pena:
"Se se perdessem todas as leis, escritos, memórias da história brasileira dos primeiros cinquenta anos deste século XIX, e nos ficassem somente as comédias de Martins Pena, era possível reconstruir por elas a fisionomia moral de toda essa época."

José de Alencar


José Martiniano de Alencar

Nasceu a 1º de maio de 1829, em Mecejana, Ceará. Ainda menino, transfere-se para o Rio de Janeiro com a família.
Filho de um senador do Império, assiste em sua casa às reuniões que tramavam a maioridade de Pedro II. Em 1859 ingressa na vida política, atuando no Partido Conservador; foi deputado por várias legislaturas e chegou a Ministro da Justiça. Concorre ao posto de senador, que era cargo vitalício, mas é preterido por Pedro II; em consequência, Alencar passa fazer oposição ao Imperador.
Alencar aparece na literatura brasileira como o consolidador do romance, um ficcionista que cai no gosto popular. Por outro lado, sua obra é um retrato fiel de suas posições políticas e sociais: um grande proprietário rural, político conservador, monarquista, escravocrata (consta que em 1871 o Parlamento discutia a Lei do Ventre Livre; o deputado José de Alencar subiu à disse:
"Não vou me dar ao trabalho nem de discutir esta Lei. Ela é uma Lei comunista."
Um exaregado nacionalista! Todas essas posições, principalmente e por fim premeditadamente, como afirma o romancista no prefácio aos "Sonhos d'ouro" - a tentativa de fazer um grande painel do Brasil, cobrindo-o por inteiro, o Norte e o Sul, o litoral e o sertão, o presente e o passado, o urbano e o rural; inclusive a tentativa de estabelecer uma linguagem brasileira.
Tuberculoso, morre em 12 de dezembro de 1977, no Rio de Janeiro.

Fonte: NICOLA, José de. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Editora Scipione, 1990. (Página 103-104)

Manuel Antônio de Almeida


Manuel Antônio de Almeida

Nasceu em 1831, no Rio de Janeiro, filho de pais humildes. Estudante de Medicina, publica as "Memórias de um sargento de milícias" em folhetins no suplemento "Pacotinha" do jornal Correio Mercantil, semanalmente, entre 27 de junho de 1852 e 31 de julho de 1853.
Memórias de um sargento de milícias é uma obra totalmente inovadora para a sua época, exatamento quando Macedo dominava o ambiente literário, e pode ser considerada como o verdadeiro romance de costumes do Romantismo brasileiro, pois abandona a visão da burguesia urbana para retratar o povo em toda a sua simplicidade.
Um romance que é o documento de determinada época, retratada com malícia, humor e sátira: o período de D. João VI no Brasil, justamente o momento das maiores transformações, da mudança da mentalidade colonial para a vida da Corte.
Em 1857 é nomeado diretor da Tipografia Nacional, sendo famoso o episódio em que deu emprego e orientou um menino pobre e mestiço chamado Machado de Assis.
Morre em 28 de novembro de 1861, em plena campanha política, no naufrágio de um vapor no litoral norte do Rio de Janeiro.

Fonte: NICOLA, José de. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Editora Scipione, 1990. (Página 99)

Manuel Antônio de Almeida


Manuel Antônio de Almeida

Nasceu em 1831, no Rio de Janeiro, filho de pais humildes. Estudante de Medicina, publica as "Memórias de um sargento de milícias" em folhetins no suplemento "Pacotinha" do jornal Correio Mercantil, semanalmente, entre 27 de junho de 1852 e 31 de julho de 1853.
Memórias de um sargento de milícias é uma obra totalmente inovadora para a sua época, exatamento quando Macedo dominava o ambiente literário, e pode ser considerada como o verdadeiro romance de costumes do Romantismo brasileiro, pois abandona a visão da burguesia urbana para retratar o povo em toda a sua simplicidade.
Um romance que é o documento de determinada época, retratada com malícia, humor e sátira: o período de D. João VI no Brasil, justamente o momento das maiores transformações, da mudança da mentalidade colonial para a vida da Corte.
Em 1857 é nomeado diretor da Tipografia Nacional, sendo famoso o episódio em que deu emprego e orientou um menino pobre e mestiço chamado Machado de Assis.
Morre em 28 de novembro de 1861, em plena campanha política, no naufrágio de um vapor no litoral norte do Rio de Janeiro.

Fonte: NICOLA, José de. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Editora Scipione, 1990. (Página 99)

Manuel Antônio de Almeida


Manuel Antônio de Almeida

Nasceu em 1831, no Rio de Janeiro, filho de pais humildes. Estudante de Medicina, publica as "Memórias de um sargento de milícias" em folhetins no suplemento "Pacotinha" do jornal Correio Mercantil, semanalmente, entre 27 de junho de 1852 e 31 de julho de 1853.
Memórias de um sargento de milícias é uma obra totalmente inovadora para a sua época, exatamento quando Macedo dominava o ambiente literário, e pode ser considerada como o verdadeiro romance de costumes do Romantismo brasileiro, pois abandona a visão da burguesia urbana para retratar o povo em toda a sua simplicidade.
Um romance que é o documento de determinada época, retratada com malícia, humor e sátira: o período de D. João VI no Brasil, justamente o momento das maiores transformações, da mudança da mentalidade colonial para a vida da Corte.
Em 1857 é nomeado diretor da Tipografia Nacional, sendo famoso o episódio em que deu emprego e orientou um menino pobre e mestiço chamado Machado de Assis.
Morre em 28 de novembro de 1861, em plena campanha política, no naufrágio de um vapor no litoral norte do Rio de Janeiro.

Fonte: NICOLA, José de. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Editora Scipione, 1990. (Página 99)

Joaquim Manuel de Macedo


Joaquim Manuel de Macedo

Nasceu a 24 de junho de 1820, no Rio de Janeiro. Em 1844, mesmo ano em que se forma em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, publica seu primeiro romance - "A Moreninha".
Faleceu a 11 de abril de 1882 na cidade do Rio de Janeiro.
A obra de Macedo representa todo o esquema e desenvolvimento dos romances românticos iniciais: descrição de costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições, com caráter documental, estilo fluente e leve, numa linguagem simples, que beirava o desleixo, tramas fáceis, pequenas intrigas do amor e mistério, um final feliz com a vitória do amor.
Com esta receita, Macedo consegue ser o autor mais lido do Brasil no final da década de 40 e início dos anos 50, até sofrer a concorrência de Alencar e seu "O guarani (1857)"
Macedo foi, por excelência, o escritor da classe média carioca em oposição à aristocracia rural. sua pena tinha o "gosto burguês"; seus romances eram povoados de jovens estudantes idealizados, moçoilas casadoiras ingênuas e puras e outros tipos que perambulavam pela agitada cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: NICOLA, José de. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Editora Scipione, 1990. (Página 96)

Antônio Frederico de (Castro Alves)


Antônio Frederico de (Castro Alves)

Nasceu a 14 de março de 1847, no município de Curralinho, Bahia. Após os primeiros estudos na Bahia. Após os primeiros estudos na Bahia, segue para Recife junto com o irmão José Antônio, onde vive a experiências que marcariam a sua vida: os primeiros sintomas da doença pulmonar; o início de seu romance com a atriz portuguesa Eugênia Câmara; o desequilíbrio mental do irmão.
Em 1864, o poeta inicia seu curso jurídico e ocorre o suicídio de José Antônio. Em 1867 abandona definitivamente Recife; na Bahia, a apresentação do drama Gonzaga ou A Revolução de Minas traz a consagração popular do poeta e de Eugênia.
Um ano depois chega a São Paulo, acompanhado de Eugênia Câmara e do colega Rui Barbosa; requer matrícula no 3º ano da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. A 7 de setembro, na sessão magna comemorativa da Independência, declama pela primeira vez o poema "Navio negreiro". Ao final do ano, fere acidentalmente o pé com uma arma de fogo que carregava a tiracolo durante uma caçada.
Em 1869 amputa o pé em consequencia do ferimento e se retira para a Bahia; lá sobrevém o agravamento da doença pulmonar.
No dia 6 de julho de 1871, às 3h30min da tarde, falece o poeta, junto a uma janela banhada de sol, como era seu último desejo.

Fonte: NICOLA, José de. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Editora Scipione, 1990. (Página 85)

Manuel Antônio Álvares de Azevedo


Manuel Antônio Álvares de Azevedo

Nasceu a 12 de setembro de 1831, na capital paulista. Em 1848, matricula-se na Faculdade de Direito e inicia um período de intensa produção poética, ao mesmo tempo em que se manifestam os primeiros sintomas de tuberculose.
A partir de 1851 tem verdadeira fixação pela idéia da própria morte, deixando-a clara em várias cartas à mãe, à irmã e aos amigos. Morre a 25 de abril de 1852.
Foi responsável pelos contornos definidos do "mal do século" em nossa literatura, produzindo uma obra influenciada por Lord Byron, de quem foi leitor assíduo e tradutor, e por Musset, de quem herdou as características do spleen* - o sarcasmo, a ironia e a autodestruição.
Suas poesias falam de amor e de morte, de um amor sempre idealizado, irreal, povoado de donzelas ingênuas, virgens sonhadas, filhas do céu, mulheres misteriosas (seria melhor dizer vultos), que habitam seus sonhos adolescentes mas nunca se materializam. Daí a frustação, o sofrimento, a dor só acalmada pela lembrança da mãe e da irmã.
A morte foi presença constante: a morte prematura de seu irmão; a morte de seus colegas de faculdade; a "dor no peito" que cedo o levaria. E é essa presença da morte, numa contradição compreensível, que mais lhe atiça a vontade de viver.
Entretanto, cumpre salientar que a morte na poesia de Álvares de Azevedo também assume a conotação de fuga, como fruto de uma sensação de impotência diante do mundo conturbado.

*A origem da aplicação do termo spleen à literatura é curiosa. Essa palavra inglesa significa "baço", o órgão ao qual era atribuída, no século XIX, a propriedade de determinar o estado melancólico ou depressivo de um indivíduo.

Fonte: NICOLA, José de. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Editora Scipione, 1990. (Página 83)

Gonçalves Dias


Gonçalves Dias

Antônio Gonçalves Dias nasceu a 10 de agosto de 1823, em Caxias, Maranhão. Após os primeiros estudos, matricula-se no curso de Direito na Universidade de Coimbra, em 1840, onde trava contato com escritores portugueses que cultuavam a Idade Média.
Em 1843, saudoso da pátria distante, escreve a "Canção do exílio". Alguns anos depois, já de volta ao Brasil, vive uma fase de intensa produção literária e agitados casos amorosos, o mais marcante com a jovem Ana Amélia.
Em 1862, com a saúde bastante abalada, retorna à Europa para tratamento; morre em 3 de novembro de 1864, no naufrágio do navio Ville de Boulogne.

Fonte: NICOLA, José de. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Editora Scipione, 1990. (Página )